Conversão de 50 Quilohertz para Microhertz

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Fórmula para converter Quilohertz (kHz) para Microhertz (µHz)

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Tabela de conversão de Quilohertz para Microhertz

Quilohertz (kHz)Microhertz (µHz)
1 Quilohertz1000000000 µHz
2 Quilohertz2000000000 µHz
3 Quilohertz3000000000 µHz
4 Quilohertz4000000000 µHz
5 Quilohertz5000000000 µHz
10 Quilohertz10000000000 µHz
20 Quilohertz20000000000 µHz
25 Quilohertz25000000000 µHz
50 Quilohertz50000000000 µHz
100 Quilohertz100000000000 µHz

Pontos de referência de frequência

ReferênciaQuilohertz (kHz)Microhertz (µHz)
European mains electricity0.05 kHz50000000 µHz
Concert pitch A above middle C0.44 kHz440000000 µHz
An FM radio station100000 kHz1 × 1014 µHz
A Wi-Fi band2400000 kHz2.4 × 1015 µHz
A desktop processor clock3000000 kHz3 × 1015 µHz

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ComprimentoMassaTemperaturaEnergiaVolumeVelocidadeTempoDadosPressãoFrequênciaTaxa de transferência de dadosCaudal volumétricoÂnguloÁrea

Informações sobre o Quilohertz (kHz)

O quilohertz é uma unidade de frequência igual a 1000 hertz. O seu símbolo é kHz. Cobre a parte alta da audição humana e a parte mais baixa do espetro radioelétrico, o que faz dele o ponto de encontro de duas tecnologias muito diferentes.

O áudio vive aqui. O limite superior da audição humana ronda os 20 quilohertz numa pessoa jovem, e as frequências que sustentam a inteligibilidade da fala agrupam-se entre 1 e 4 quilohertz. O áudio digital é amostrado a 44,1 quilohertz para o disco compacto e a 48 para o trabalho de vídeo, valores escolhidos porque o teorema da amostragem exige mais do dobro da frequência mais alta a reproduzir, com uma margem para a filtragem.

A radiodifusão começou nesta faixa. A onda longa vai de 148 a 283 quilohertz e a onda média, a banda AM, de 526 a 1606. Estas frequências baixas propagam-se junto ao solo e refletem-se na ionosfera à noite, o que lhes dá alcances de centenas ou milhares de quilómetros a partir de um só emissor. Por isso levaram os primeiros serviços nacionais de radiodifusão e continuam a servir os radiofaróis marítimos e aeronáuticos.

A comunicação com submarinos usa frequências ainda mais baixas porque a água do mar absorve a energia radioelétrica, e só os sinais na ordem de alguns quilohertz e abaixo penetram mais do que uns metros. Por essa razão os emissores navais de frequência muito baixa ocupam antenas enormes, e os seus débitos são consequentemente minúsculos.

O ultrassom para imagiologia médica situa-se muito acima da gama audível, em megahertz, mas a limpeza ultrassónica industrial e os afugentadores de animais trabalham entre 20 e 80 quilohertz, mesmo acima do que as pessoas ouvem. Os morcegos ecolocalizam no mesmo território, de cerca de 20 a bem mais de 100 quilohertz.

Os computadores antigos tinham velocidades de relógio em quilohertz. O processador do Apple II original funcionava a pouco mais de um megahertz, mas os primeiros microprocessadores e muitos microcontroladores ainda operam a algumas centenas de quilohertz onde o baixo consumo importa mais do que a velocidade.

O áudio digital pôs um valor concreto deste intervalo no uso diário. O disco compacto amostra a 44,1 quilo-hertz, escolhido porque o teorema da amostragem exige mais do dobro da frequência mais alta a reproduzir, e o dobro de 20 quilo-hertz deixa margem ao filtro que elimina tudo acima. A gravação profissional usa comummente 48 quilo-hertz para casar com o vídeo, e 96 ou 192 para a masterização. A telefonia fica bem mais abaixo, amostrando a 8 quilo-hertz e cortando assim acima de cerca de 3,4, razão por que uma voz numa linha telefónica comum perde a sibilância que torna fáceis de distinguir as letras esse e efe.

Um quilohertz equivale a 1000 hertz, a 0,001 megahertz ou a um milionésimo de gigahertz.


Informações sobre o Microhertz (µHz)

O micro-hertz é uma unidade de frequência igual a um milionésimo de hertz. O seu símbolo é µHz. Um micro-hertz é um ciclo por milhão de segundos, pouco mais de onze dias e meio, pelo que a unidade mede coisas que se repetem à escala de semanas, meses ou anos.

A asterossismologia é onde mais se usa. As estrelas oscilam, e as frequências dessas oscilações dependem da sua estrutura interna do mesmo modo que o tom de um sino depende da forma e da espessura. As estrelas semelhantes ao Sol soam a alguns milhares de micro-hertz, as gigantes vermelhas a algumas dezenas, e as maiores estrelas evoluídas abaixo de um. Telescópios espaciais como o Kepler e o TESS mediram estas frequências para centenas de milhares de estrelas observando o brilho variar umas poucas partes por milhão.

A técnica fornece grandezas que nenhum outro método consegue dar. A partir do espetro de oscilação, um astrónomo deduz a massa, o raio e a idade de uma estrela, e a idade de uma estrela é de outro modo quase impossível de determinar. É assim que hoje se estabelecem as idades das estrelas com planetas e, por conseguinte, dos seus sistemas planetários.

A astronomia de ondas gravitacionais reclamou igualmente a banda. O observatório espacial previsto LISA será sensível entre cerca de 100 micro-hertz e um hertz, faixa que contém buracos negros supermassivos em fusão e os muitos milhares de anãs brancas binárias próximas da nossa própria galáxia. Os detetores terrestres não alcançam estas frequências porque o ruído sísmico os submerge.

A geofísica usa a unidade para as componentes de maré mais lentas, incluindo as marés lunares quinzenal e mensal e as solares semestral e anual, que juntas produzem as variações de longo período que as previsões de maré têm de incluir. O movimento polar, a oscilação do eixo de rotação da Terra, tem um período de catorze meses correspondente a cerca de 0,8 micro-hertz.

As ciências do clima e do oceano descem ainda mais. A Oscilação Sul de El Niño regressa de forma irregular a cada dois a sete anos, muito abaixo de um centésimo de micro-hertz, e os longos registos dos testemunhos de gelo resolvem ciclos ainda mais lentos.

A própria Terra fornece um exemplo de manual. O seu eixo de rotação vagueia num pequeno círculo com um período de cerca de 433 dias, a oscilação de Chandler descoberta em 1891, o que dá uma frequência de cerca de 0,027 micro-hertz. Detetá-la exigiu décadas de astronomia de posição, porque um sinal tão lento só se separa da deriva observando muitos ciclos. É essa a restrição geral da banda: uma medição a um micro-hertz precisa de um registo de pelo menos alguns milhões de segundos, e de preferência algumas dezenas de milhões, pelo que os instrumentos têm de ser estáveis durante anos antes de os seus dados poderem ser lidos. A unidade pertence, pois, às ciências pacientes e não às rápidas.

Um micro-hertz equivale a 0,000001 hertz, a um ciclo por milhão de segundos ou a 1000 nano-hertz.