| Litros por hora (L/hour) | Centímetros cúbicos por hora (cm³/h) |
|---|---|
| 1 Litro por hora | 1000 cm³/h |
| 2 Litros por hora | 2000 cm³/h |
| 3 Litros por hora | 3000 cm³/h |
| 4 Litros por hora | 4000 cm³/h |
| 5 Litros por hora | 5000 cm³/h |
| 10 Litros por hora | 10000 cm³/h |
| 20 Litros por hora | 20000 cm³/h |
| 25 Litros por hora | 25000 cm³/h |
| 50 Litros por hora | 50000 cm³/h |
| 100 Litros por hora | 100000 cm³/h |
| Referência | Litros por hora (L/hour) | Centímetros cúbicos por hora (cm³/h) |
|---|---|---|
| A domestic shower | 540 L/hour | 540000 cm³/h |
| A kitchen tap | 600 L/hour | 600000 cm³/h |
| A garden hose | 900 L/hour | 900000 cm³/h |
| The Amazon river | 7.524 × 1011 L/hour | 7.524 × 1014 cm³/h |
O litro por hora é uma unidade de caudal volumétrico igual a um litro a passar por um ponto a cada hora. O seu símbolo é L/h. É a unidade dos escoamentos lentos e sustentados: os demasiado graduais para se observarem, em que importa quanto passou ao fim de um dia de trabalho e não o aspeto do fio de água agora.
A rega é a sua casa mais clara. Um gotejador é classificado em 2, 4 ou 8 litros por hora, e um pomar projeta-se contando gotejadores: duzentas árvores com dois gotejadores de 4 litros cada consomem 1600 litros por hora, de modo que uma rega de três horas entrega 4,8 metros cúbicos. Como os gotejadores funcionam durante horas, o valor horário traduz-se diretamente no orçamento de água.
O consumo de combustível cita-se do mesmo modo sempre que um motor trabalha a carga constante em vez de se deslocar. Um gerador queima 2 a 5 litros por hora, um trator agrícola 10 a 20, um grande diesel marítimo vários milhares. O litro por hora é a unidade honesta para estas máquinas, porque litros aos 100 quilómetros nada significam para algo que não anda.
Os aparelhos de aquecimento seguem-se. Uma caldeira a gasóleo é classificada pelo bico do seu queimador em litros por hora, em geral 1,5 a 3 para uma casa, e o valor multiplicado pelo poder calorífico do gasóleo dá a potência térmica em quilowatts. Uma torneira de água quente que dá 8 litros por minuto dá 480 litros por hora, e por isso o mesmo equipamento traz ambos os números em partes diferentes da sua documentação.
O trabalho de laboratório e de processo usa a unidade para bombas que têm de funcionar todo o dia. As bombas peristálticas de dosagem para cloração, tratamento de água e alimentação de fermentadores especificam-se em litros por hora, muitas vezes com uma gama de regulação como 0,5 a 20, porque o objetivo de tal bomba é manter constante um ritmo lento durante semanas.
Fugas e perdas descrevem-se aqui também. Uma torneira a pingar perde alguns litros por hora, o que é trivial num minuto e cem litros na manhã seguinte. As empresas de água exprimem assim as perdas de rede pela mesma razão: um ritmo lento acumulado ao longo das horas de um ano é o que transforma um defeito despercebido num volume mensurável.
Um litro por hora equivale a cerca de 0,000278 litros por segundo, a 0,01667 litros por minuto ou a 0,001 metros cúbicos por hora.
O centímetro cúbico por hora é uma unidade de caudal volumétrico igual a um centímetro cúbico a passar por um ponto a cada hora. O seu símbolo é cm³/h e, como um centímetro cúbico é um mililitro, mL/h designa o mesmo caudal. Descreve escoamentos tão lentos que nada parece mover-se e, ainda assim, bastante rápidos para contarem ao longo de um turno ou de uma noite.
A perfusão hospitalar é o seu cenário mais comum. Uma seringa perfusora ou uma bomba volumétrica programa-se em mililitros por hora: fluido de manutenção a 80 ou 120 num adulto, um sedativo a 5, uma alimentação de recém-nascido a menos de 1. O enfermeiro que ajusta a bomba e o farmacêutico que calcula a dose trabalham ambos nesta unidade, e a dose em miligramas por hora decorre dela e da concentração do saco.
O ensaio de fugas usa a unidade como critério de aceitação ou rejeição. A uma união hidráulica, a um conector de combustível ou a uma junta de refrigeração atribui-se uma fuga admissível de tantos centímetros cúbicos por hora, medida recolhendo o que escapa ao longo de um período longo e não vigiando um pingo. Os regulamentos sobre perda de fluido frigorigéneo e sobre emissões do sistema de combustível dos veículos redigem-se assim.
Os sistemas de lubrificação também se classificam aqui. Um sistema centralizado de gotejamento de óleo numa máquina-ferramenta entrega alguns centímetros cúbicos por hora a cada chumaceira, e um lubrificador de linha de ar bem regulado dá uma gota a cada poucos minutos. Demais e o óleo suja a peça; de menos e a chumaceira falha, e por isso o caudal é especificado em vez de ficar ao critério.
A evaporação e a secagem quantificam-se nos mesmos termos. Um solvente que se evapora de uma cápsula aberta, a água perdida por uma cultura de laboratório ou o condensado produzido por um pequeno desumidificador descrevem-se naturalmente por hora, porque o período de observação é a hora ou o dia, e não o segundo.
A relação com unidades maiores mantém a escala clara. Mil centímetros cúbicos por hora são um litro por hora, e um dia inteiro a um centímetro cúbico por hora rende 24 centímetros cúbicos — cerca de uma colher de sopa e meia. Essa é a medida honesta do que um caudal lento consegue enquanto ninguém olha.
Um centímetro cúbico por hora equivale a um mililitro por hora, a cerca de 0,01667 centímetros cúbicos por minuto ou a 0,001 litros por hora.