| Quilobits (kbit) | Yottaoctetos (Yo) |
|---|---|
| 1 Quilobit | 1.25 × 10-22 Yo |
| 2 Quilobits | 2.5 × 10-22 Yo |
| 3 Quilobits | 3.75 × 10-22 Yo |
| 4 Quilobits | 5 × 10-22 Yo |
| 5 Quilobits | 6.25 × 10-22 Yo |
| 10 Quilobits | 1.25 × 10-21 Yo |
| 20 Quilobits | 2.5 × 10-21 Yo |
| 25 Quilobits | 3.125 × 10-21 Yo |
| 50 Quilobits | 6.25 × 10-21 Yo |
| 100 Quilobits | 1.25 × 10-20 Yo |
| Referência | Quilobits (kbit) | Yottaoctetos (Yo) |
|---|---|---|
| A plain text message (160 characters) | 1.28 kbit | 1.6 × 10-22 Yo |
| A three-minute MP3 | 24000 kbit | 3 × 10-18 Yo |
| A smartphone photo | 32000 kbit | 4 × 10-18 Yo |
| A high-definition film | 32000000 kbit | 4 × 10-15 Yo |
| A dual-layer Blu-ray disc | 400000000 kbit | 5 × 10-14 Yo |
O kilobit é uma unidade de informação digital igual a mil bits. O seu símbolo é kbit. O k minúsculo importa: marca o quilo decimal do sistema métrico, mil exatamente, por oposição aos 1024 binários que o K maiúsculo por vezes indicava no uso informático antigo.
Essa distinção foi disputada durante décadas. A memória fabrica-se em potências de dois, pelo que um chip com 1024 bits se chamou chip de um kilobit, e o nome pegou embora o número errasse por 2,4 por cento. O armazenamento e a transmissão, por seu lado, contaram sempre em milhares verdadeiros. A IEC resolveu o assunto em 1998 ao chamar kibibit à quantidade binária, deixando ao kilobit o sentido de mil e nada mais.
Para dar a escala, um kilobit guarda 125 octetos, ou seja cerca de 125 carateres de texto sem acentos: mais ou menos uma frase longa, ou o comprimento de uma publicação breve numa rede social. Uma única fotografia de baixa definição é milhares de vezes maior. O kilobit é uma unidade para coisas que outrora se julgaram generosas e hoje se julgam insignificantes.
A sua casa histórica foi o modem telefónico. As ligações por marcação eram classificadas em kilobits por segundo, e os números marcavam a época com precisão: 300 bits por segundo no fim dos anos setenta, depois 1,2, 2,4, 9,6, 14,4, 28,8 e por fim 56 kilobits por segundo, este último a levar uma linha de voz comum ao seu teto teórico. Quem usou a internet antes da banda larga mediu a sua experiência com estes números.
O kilobit sobrevive na codificação de som e de vídeo, onde as taxas se dão em kilobits por segundo. Os codificadores de voz da telefonia vão de 8 a 64. A música codificada a 128 kilobits por segundo foi a norma inicial dos leitores portáteis, 192 e 256 são hoje correntes, e 320 é o teto prático dos formatos com perda mais antigos. O vídeo situa-se uma ordem decimal acima, em megabits.
As capacidades dos chips de memória descrevem-se ainda por vezes em kilobits, sobretudo nas pequenas memórias em série dos aparelhos embutidos, onde uma peça de 64 kilobits guarda 8 kilooctetos de dados de configuração. Nessas especificações o número é geralmente o binário, pelo que vale a pena ler a folha de dados com cuidado.
Um kilobit equivale a 1000 bits, a 125 octetos ou a cerca de 0,9766 kibibits.
O yottaocteto é uma unidade de informação digital igual a mil zettaoctetos, ou mil quatriliões de octetos: um um seguido de vinte e quatro zeros. O seu símbolo é Yo. Nada do que existe se mede em yottaoctetos; a unidade descreve uma quantidade de dados que o mundo ainda não produziu.
O total de dados guardados pela humanidade estima-se hoje em algumas centenas de zettaoctetos, de modo que o mundo percorreu apenas uma pequena fração do caminho até ao seu primeiro yottaocteto. Aos ritmos de crescimento das duas últimas décadas, esse limiar seria atravessado algures nos anos quarenta deste século, embora toda a previsão de longo prazo neste campo se tenha enganado em ambos os sentidos.
Os obstáculos físicos são duros. Às densidades de armazenamento dos discos rígidos atuais, um yottaocteto precisaria de algo como cem mil milhões de unidades. Fabricá-las ao ritmo presente levaria séculos, alimentá-las exigiria a produção elétrica de muitos países, e alojá-las reclamaria um programa de construção sem precedente. O número não é absurdo, mas fica muito além da base industrial atual.
A investigação em armazenamento de maior densidade existe em parte por causa deste teto. O armazenamento de dados em ADN, que codifica a informação em sequências genéticas de síntese, oferece densidades milhões de vezes superiores às dos suportes magnéticos, e um yottaocteto de ADN caberia numa sala e não num continente. Lê-lo e escrevê-lo continua lento e caro, mas o argumento da densidade é o que mantém o campo financiado.
O yottaocteto aparece também em afirmações que se revelam exageradas. Notícias de que serviços de informações construíam instalações à escala do yottaocteto circularam largamente na década de 2010 e não eram sustentadas nem pela obra, nem pelo fornecimento elétrico, nem pelo mercado do armazenamento. Toda a afirmação sobre um yottaocteto de fosse o que fosse pode ser confrontada com o fabrico mundial total, o que constitui uma disciplina útil.
Entre 1991 e 2022 o prefixo yotta foi o cume da escada métrica, e é por isso que foi a unidade natural das afirmações especulativas. O acrescento de ronna e quetta em 2022 deu ao sistema mais três ordens decimais acima, e é revelador que isso se tenha feito em parte por as quantidades de dados se aproximarem do velho teto.
Um yottaocteto equivale a 1000 zettaoctetos, a 1 000 000 000 000 000 de gigaoctetos, a 8 yottabits ou a cerca de 0,8272 yobioctetos.