| Referência | Horas (hr) | Microsegundos (µs) |
|---|---|---|
| A blink of an eye | 0.0000277778 hr | 100000 µs |
| One heartbeat at rest | 0.000230556 hr | 830000 µs |
| Half of a football match | 0.75 hr | 2.7 × 109 µs |
| A full day | 24 hr | 8.64 × 1010 µs |
A hora é uma unidade de tempo igual a 60 minutos, ou 3600 segundos. O seu símbolo é h. Vinte e quatro horas fazem um dia, e a unidade é aceite para uso com o SI sem lhe pertencer.
A sua duração foi outrora variável. A prática do antigo Egito e depois a greco-romana dividia a luz do dia em doze partes e a escuridão noutras doze, o que significava que uma hora de dia no verão era bastante mais longa do que uma de inverno. Estas horas sazonais ou temporais persistiram na Europa até à Idade Média e continuaram a ser usadas na contagem monástica do tempo muito depois de surgirem os relógios mecânicos. As horas iguais venceram porque não é fácil construir um relógio cujo andamento mude com a estação.
Vinte e quatro é a conta porque doze é a conta. Os astrónomos egípcios usavam um conjunto de trinta e seis estrelas decanas, das quais doze eram visíveis ao longo de uma noite, e doze era já um número cómodo numa tradição duodecimal que se divide limpamente por dois, três, quatro e seis. Duplicá-lo para cobrir o dia deu vinte e quatro, e desde então nenhuma tentativa séria de o mudar vingou.
A hora organiza a vida laboral moderna mais do que qualquer outra unidade. Salários, turnos, horários de abertura, durações de voo, tarifas de estacionamento e limites legais de condução exprimem-se em horas, e a hora é a base do quilowatt-hora, pelo qual praticamente toda a eletricidade é faturada. Os horários assentam em fronteiras de hora, e os fusos definem-se como desvios de horas inteiras face ao tempo universal coordenado, com um punhado de exceções desviadas trinta ou quarenta e cinco minutos.
Na ciência a hora aparece menos vezes do que o segundo, mas sobrevive onde quer que um processo dure o bastante para tornar os segundos incómodos: tempos de reação em química, intervalos de administração em medicina e meias-vidas na faixa em que as horas são a escala natural.
A geografia está dividida por ela. A Terra roda quinze graus de longitude numa hora, pelo que o globo foi cortado em vinte e quatro fusos separados por uma hora, esquema adotado na Conferência Internacional do Meridiano de 1884 depois de os caminhos de ferro terem tornado impraticável a hora solar local. A arrumação é parcial: vários países mantêm desfasamentos de meia hora ou de quarenta e cinco minutos, e a China abrange cinco fusos geográficos com um só. A hora empresta ainda o seu nome a uma unidade de energia. Um quilowatt-hora é a energia entregue por um quilowatt durante uma hora, 3,6 megajoules, e é a grandeza que figura em todas as faturas de eletricidade do mundo.
Uma hora equivale a 60 minutos, a 3600 segundos ou a cerca de 0,0416667 dias.
O microssegundo é uma unidade de tempo igual a um milionésimo de segundo, ou a um milésimo de milissegundo. O seu símbolo é µs, escrito com a letra grega mu, e a forma us aparece onde esse carácter é incómodo de teclar.
Situa-se inteiramente abaixo do limiar da experiência humana. Nada do que uma pessoa faz ou perceciona acontece nesta escala, pelo que a unidade pertence por completo aos instrumentos. A luz percorre cerca de trezentos metros num microssegundo, mais ou menos o comprimento de três campos de futebol, o que impõe um piso firme à rapidez com que um sinal pode atravessar uma sala, uma placa de circuito ou um continente.
A navegação por satélite depende de o medir com exatidão. Um recetor calcula a sua posição a partir dos tempos de chegada dos sinais de vários satélites, e um erro de um microssegundo nessa medição traduz-se num erro de posição de cerca de trezentos metros. É por isso que os satélites levam relógios atómicos e que o sistema corrige os efeitos relativistas: os relógios em órbita adiantam de forma mensurável em relação aos do solo, cerca de trinta e oito microssegundos por dia, e sem essa correção a navegação desviar-se-ia quilómetros em poucas horas.
A eletrónica trabalha com comodidade nesta escala. O tempo de comutação de um transístor de potência, a largura de impulso num radar, o intervalo entre amostras na aquisição rápida de dados e a resposta de um conversor analógico-digital indicam-se em microssegundos. Um microcontrolador a um megahertz completa um ciclo de instrução por microssegundo, o que faz da unidade a moeda natural da temporização embebida.
A física e a química usam-no para processos rápidos sem serem extremos. Os muões produzidos na alta atmosfera têm uma vida média de cerca de 2,2 microssegundos, e o simples facto de chegarem ao solo é uma demonstração experimental direta da dilatação do tempo. Algumas desexcitações fluorescentes, reações em fase gasosa e fenómenos de onda de choque ocupam igualmente esta faixa.
A engenharia de áudio encontra-o na amostragem digital. À taxa habitual de 44 100 amostras por segundo, uma amostra dura cerca de 22,7 microssegundos, e a flutuação temporal que degrada o desempenho do conversor mede-se em frações desse valor.
Um microssegundo equivale a 0,000001 segundos, a 0,001 milissegundos ou a 1000 nanossegundos.