| Referência | Bares (bar) | Libras por polegada quadrada (psi) |
|---|---|---|
| Atmospheric pressure at sea level | 1.01325 bar | 14.6959 psi |
| Healthy blood pressure (120 mmHg) | 0.16 bar | 2.3206 psi |
| A car tyre | 2.2 bar | 31.9083 psi |
| A racing bicycle tyre | 6 bar | 87.0226 psi |
O bar é uma unidade de pressão igual a exatamente 100 000 pascais, ou 100 quilopascais. O seu símbolo é bar. Não faz parte do Sistema Internacional de Unidades, mas é tolerado a par dele e usa-se em toda a engenharia europeia, porque calha situar-se quase exatamente sobre a pressão atmosférica normal: uma atmosfera são 1,01325 bar.
Essa coincidência é toda a razão do seu êxito. Uma pressão dada em bar lê-se como um número quase exato de atmosferas, pelo que seis bar numa conduta de ar comprimido significam cerca de seis vezes a pressão exterior, facto que um engenheiro pode usar sem contas. O nome vem da palavra grega para peso, e a unidade foi proposta pelo meteorologista norueguês Vilhelm Bjerknes por volta de 1909.
O mergulho usa-o porque o mar se presta. Cada dez metros de água do mar acrescentam quase exatamente um bar, pelo que um mergulhador a vinte metros está sob três bar de pressão absoluta, contando a atmosfera por cima. As tabelas de descompressão, o consumo de gás e as pressões de garrafa decorrem todos dessa única relação, e toda a prática do mergulho se ensina mais facilmente em bar do que em qualquer outra unidade.
A maquinaria do dia a dia trabalha a alguns bar. Os pneus enchem-se entre dois e dois e meio, o ar comprimido de oficina corre a seis ou oito, a água da rede chega a três ou seis, e uma máquina de café expresso extrai a nove, valor tão assente que aparece na frente do aparelho. Os relógios trazem classificações de estanquidade em bar, em que dez bar correspondem nominalmente a cem metros de profundidade.
A distinção entre pressão relativa e absoluta conta aqui mais do que em qualquer outro lado. Um manómetro de pneu que marque 2,2 bar indica 2,2 bar acima do ar circundante, pelo que a pressão absoluta no interior são 3,2. A prática industrial escreve barg para a relativa e bara para a absoluta, e misturá-las é fonte frequente de erro nas especificações e nos cálculos de segurança.
Os organismos de normalização desaconselham o bar há décadas a favor do pascal, sem grande efeito. O quilopascal é a alternativa coerente e usa-se no Canadá, na Austrália e em partes da Ásia, mas cem quilopascais leem-se com menos naturalidade do que um bar, e o hábito revelou-se mais forte do que a recomendação.
Um bar equivale a 100 000 pascais, a 100 quilopascais, a 1000 milibares ou a cerca de 14,5 libras por polegada quadrada.
A libra por polegada quadrada é uma unidade de pressão igual a 6894,76 pascais. O seu símbolo é psi. É a força de uma libra repartida por uma polegada quadrada, e é a unidade de pressão de trabalho dos Estados Unidos e de muitíssimo equipamento vendido em todo o mundo, porque grande parte da maquinaria hidráulica e pneumática é projetada segundo especificações americanas.
O seu aparecimento mais familiar é nos pneus. Um carro enche-se entre 30 e 35 libras por polegada quadrada, um pneu de bicicleta a 80 ou mais, e um camião pesado a cerca de 100. Como a pressão e a área de contacto sustentam juntas o veículo, uma pequena mudança no valor altera o comportamento, o consumo e a duração do pneu, e é por isso que vem impresso no interior da porta de todo o automóvel.
Os sistemas sob pressão usam a mesma escala. Uma linha de ar de oficina corre a 90 ou 120 libras por polegada quadrada, a água doméstica chega a 40 ou 80, a maquinaria hidráulica trabalha por volta de 3000, e uma garrafa de mergulho cheia guarda 3000 ou mais. A coincidência cómoda é que a pressão atmosférica são 14,7 libras por polegada quadrada, pelo que uma leitura de 30 significa cerca de três vezes a atmosférica em termos absolutos.
Essa distinção absoluta está escrita no próprio símbolo. Os engenheiros escrevem psig para a pressão relativa, medida acima do ar circundante, e psia para a absoluta, medida a partir do vácuo. Um pneu a 32 psig está a 46,7 psia, e confundir as duas num cálculo de quantidade de gás ou de resistência de um recipiente produz um erro de uma atmosfera, que a baixas pressões é quase toda a resposta.
A aviação usa-a para o diferencial de cabina. Um avião de linha mantém uma diferença de pressão de cerca de oito a nove libras por polegada quadrada entre a cabina e o ar exterior em cruzeiro, e a fuselagem é projetada e ensaiada à fadiga contra essa carga repetida. O valor fixa a altitude efetiva de cabina e, por conseguinte, o estado dos passageiros no fim de um voo longo.
A conversão para o métrico é exata mas pouco memorável, já que uma libra por polegada quadrada são 6894,76 pascais. As duas regras que vale a pena levar são que um bar são cerca de 14,5 libras por polegada quadrada e que uma libra por polegada quadrada são cerca de sete quilopascais; ambas chegam para avaliar um manómetro e nenhuma chega para um cálculo de projeto.
Uma libra por polegada quadrada equivale a 6894,76 pascais, a cerca de 0,0689 bar, a cerca de 6,89 quilopascais ou a cerca de 0,068 atmosferas.